Em maio do ano passado, durante o Festival de Cannes, Angelina teve direito a duas ?montées des marches?. Pisar no tapete vermelho e subir a longa escadaria, com direito a ser recepcionada pelo presidente e pelo diretor artístico do evento, Gilles Jacob e Thierry Frémaux, é privilégio que Angelina não apenas usufruiu, como repetiu. Ela subiu a escadaria para a sessão especial de Kung Fu Panda, de braço dado com o marido, Brad Pitt. Voltou, de braço dado com Clint Eastwood, para a exibição de A Troca.
Antes mesmo da exibição para a imprensa, o comentário dominante era que Clint iniciava ali a trajetória que deveria levá-lo de novo ao Oscar. Angelina, há quase nove meses, já surgia como provável indicada - quem sabe vencedora - do Oscar de melhor atriz de 2008. Estamos a poucos dias das indicações para o prêmio da Academia de Hollywood. Muito dificilmente ela deixará de ser indicada. Sua interpretação é a própria razão de ser de A Troca.
Em Cannes, Clint disse que a história de uma mãe que enfrenta o mundo por seu filho é daquelas que merecem ser contadas. E ironizou: "Como sou muito jovem para fazer um dos rapazes, não havia papel para mim." Em A Troca, Clint é somente diretor. Em maio, Clint disse que o tempo, a idade, sua disposição de se concentrar somente na direção, tudo isso fará com que apareça cada vez menos nos próprios filmes. Porém, desmentiu em seguida e já dirigiu e interpretou Gran Torino, com estreia anunciada para daqui a algumas semanas. Angelina, grávida de gêmeos - os bebês nasceram dois meses depois, na França -, disse que havia se inspirado em sua mãe para fazer a personagem. A mãe havia morrido pouco antes do festival.















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